2012…

Ano de paz
Com o meu cansaço,
A crise de trabalho e
ainda  a minha idade,
Como vou começar
O Novo Ano!?…

De mangas arregaçadas,
A gazetilha vai ser,
De histórias separadas,
O Ano Velho a rever!

Tanto quero dizer, sem fim,
Que falar bem se receia.
Mesmo se falar de mim,
Vai ser uma folha cheia!

Irei escrever somente
Um resume, uns bocados,
Retalhos da minha mente,
Que fervilham desesperados!

Vamos falar dos mistérios,
E dos anos de espera
Da caída dos impérios
Dos Neros da nossa Era.

Daquele viver ruim,
Cujo ditado perdura,
És por mim, ou contra mim?
É assim a ditadura!..

São Neros cheios como um odre,
Um por um, lá vai caindo.
Uns, se finando de podre,
Outros gritam sucumbindo!

Ainda os há hoje em dia,
Aí por muitos os lados,
Até em democracia
Há alguns bem disfarçados!

Já há em certas nações,
A tal nobre mocidade,
Que rebentou os grilhões,
Gritando a liberdade!

Tanto se faz e se encobre,
Feito ao triste pobretão.
Haja o rico, haja o pobre,
Mas o escravo, isto NÃO!…

Quem é rico, meu senhor,
Tenha sempre a certeza,
O braço trabalhador,
É que lhe dei a riqueza!

Só Deus sabe o resultado
Quando o mundo irá dizer
Que tudo está consumado
E todos podem viver!

Acabar com o baralho
De cartas para entreter.
Que não falte mais trabalho
Ao pobre p’ra se suster!

Dêem na crise uma volta,
Pondo um fim ás falcatruas,
Porque o Diabo anda á solta
Vivinho  por estas ruas!

Sabemos, por sua  vez
Quem é que tudo isto estraga.
Tudo qu’o  Diabo fez
O pobre Zé é quem paga!

Porque para sermos francos
Eu creio  não estar errando!
Sumi o dinheiro dos bancos,
Nós é qu’estamos pagando!

Guerras e etc. e tal,
Tudo que despesas traga,
O resultado é igual,
É sem,pre o pobre que paga!

Mas, na entrada do Ano,
Não quero dizer mais chalaças,
Vou tentar ser mais humano,
E parar com as desgraças!

Porque é todo o meu ensejo,
P’ró mundo, qualquer país,
Do coração vos desejo
Um Ano muito Feliz!…

Muita Paz e Alegria
E que neste Ano inteiro,
Haja o Pão de  cada dia,
Muita saúde e dinheiro!

E que palavra capaz
Dita por Nosso Senhor,
De trazer ao mundo a Paz,
Tem quatro letras, AMOR!…

Com Amor tudo está bem,
Palavra doce e tão boa,
Que quem este Amor  tem
Dá outra face e Perdoa!…

Que os maus todos se emendem,
Corrigem faltas erradas
E seguindo Cristo aprendem
A viverem de mãos dadas!

Que esta entrada do Ano
Seja  vista,  meu amigo,
Como um Bom Samaritano,
Sem rancor, nem inimigo!…

Que se acabe a ganância,
E o que toda a gente roga,
Mais Luz na ignorância,
Do uso de qualquer droga!

Boas Festas e Feliz
Ano Novo meus amigos,
Dinheiro e como quem diz,
Livre de todos os perigos!

Cuidado, o Samaritano,
Pode, com sinceridade,
Que seja um grande engano,
E que não seja verdade!…

P.S.
Est’ Ano, em seu conteúdo,
Apetece na verdade
Mexer nele, mudar tudo,
Dar a todos liberdade.

Mudar tudo e como prova
Devem garantir que é
Como vestir roupa nova,
Das cuecas ao boné!

Mas, não pode calhar bem,
Porque o Bom Samaritano
Nem cuecas ele tem
Para mudar este Ano!

Ninguém nos pode ajudar
E os Bancos nos avisam,
Não nos poder emprestar,
São os Bancos que precisam!

Entra Ano satisfeito,
Finge estar cheio de conforto,
Mas entra c’o pé direito,
Porque já tens o pé torto!

Eu vos abraço também,
Pois sois meu povo dileto.
Quem sabe o ano que vem
Se ainda por cá vegeto?!

Um Ano cheio de graça
E todo cheio de virtude,
Dinheiro e que Deus vos faça
Cheios de Amor e saúde!…

Façam aquilo que eu digo,
Eu… só Deus sabe se consigo!…

Ao Principiar!…

Antes do livro fazer
Senti-me pouco à vontade,
Indeciso ao escrever
Frente à responsabilidade.

Pensei gritar:— quem me acode!
Mas, depois pensei melhor,
Cada qual faz o que pode,
Só assim tem seu valor.

Por isso meus bons leitores,
Os versos que vos ofereço
Não consultaram doutores
São aquilo que eu mereço!…