Natal do órfãozinho…

Versos cantados por Jorge Ferreira…

Sentado á mesa escrevia
E ao Pai Natal pedia
Que lhe trouxesse um brinquedo,
Agarrou um bilhetinho
E num pobre sapatinho
Deixou-o cheio de medo!

E láq rente à chaminé
A criancinha de pé
E a Mãe a presenciar,
Vendo a fé da criancinha
Sem saber de onde vinha
Um brinquedo p’ra lhe dar.

Nisto a criança repara
Que a Mãe oculta a cara,
Está disposta a chorar,
Diz; porque choras Mãezinha
Sabia que a Mãe não tinha,
Peço a Ele3 para me dar!

Mas, um rico, seu vizinho
Que não tem nenhum filhinho,
Bateu à porta e entrou,
De Pai Natal vestido,
Vendo-o entristecido,
Um brinquedo lhe entregou.

A criança pula e grita,
Um coração que palpita
Alegre naquele dia.
E então já não reparava
Qu’a Mãe ainda chorava,
Mas agora de alegria!



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A Corisquinha…

Versos cantados por Arnaldo Feliciano…

Voz

À procura de amores
Eu fui do Corvo às Flores,
Pico, São Jorge e Faial,
Da Graciosa à Terceira,
Santa Maria, Madeira,
Corri todo o Portugal.

Portugal inteiro tem
Num maravilhoso Harém
Mulheres lindas a granel.
Mas, eu fiz minha rainha
Uma linda Corisquinha
Da Ilha de São Miguel.

Estribilho

Óh Corisquinha
Meu amor que nunca esqueço,
Tu serás minha
Ou então eu enlouqueço.
És a paixão
Raínha da minha Côrte,
Meu coração
Por ti bate sempre forte.
Eu vivo aflito
Sempre que eu não te vejo,
És o meu fito
Qu’a cada instante desejo,
Loucura minha
Constantemente a pensar,
Óh Corisqauinha
Sem ti não posso passar!…

Voz

Fui à Ilha do Arcanjo
E lá e3ncontrei um Anjo
Dos Anjos de formosura,
Uma Corisquinha bela
Que já não vivo sem ela,
Porque levou-me á loucura.

Eu vivo constantemente
Com ela no pensamento,
Faz parte da minha vida.
Sem ela, não sei viver,
Tudo que penso fazer
Ela está no meio metida!…

Estribilho

Óh Corisquinha
Meu amor que nunca esqueço,
Tu serás minha
Ou então eu enlouqueço.
És a paixão
Rainha da minha Corte,
Meu coração
Por ti bate sempre forte.
Eu vivo aflito
Sempre que eu não te vejo,
És o meu fito,
Qu’a cada instante desejo.
Loucura minha
Constantemente a pensar,
Óh Corisquinha
Sem ti não posso passar!…


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As Sogras…

Versos cantados por Arnaldo Feliciano

Voz

O que Eva e Adão lograram
Ninguém tal ventura logra,
Porque eles nunca casaram,
Nem tiveram sogro ou sogra!

Foram muito bafejados,
Por não terem nos seus dias
Nem cunhadas, nem cunhados,
Irmãos ou tios e tias!…

Estribilho

Há sogras belas
Que adoramos
Mas muitas delas
É com elas que casamos.
Que ninguém pode,
Tão rabugentas,
Das de bigode,
E cabelinhos nas ventas!…

Voz

Há sogras que são ditosas,
Que muito carinho têm,
Qu’além de Mãe das esposas,
São as nossas Mães também!

Mas, há sogras que não são
Uns Anjos de maravilhas,
E que teimam por condão
Mandar nos genros e filhas!…

Estribilho

Há sogras belas
Que adoramos,
Mas muitas delas
É com elas que casamos,
Que ninguém pode,
Tão rabugentas,
Das de bigode
E cabelinhos nas ventas!…



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Não posso viver sozinho…

Cantado pelo conjunto Os Capitalistas…

Voz

Bem juntos como dois laços
Eras amor e carinho,
Eu a sonhar nos teus braços,
Não me sentia sozinho.

Teus beijos tinham calor,
Mas trilhaste outro caminho.
Que fizeste a tanto amor
E eu aqui sempre sozinho.

Estribilho

Volta enquanto o peito arde,
Vem formar o nosso ninho,
Ou então pode ser tarde
E não me encontrares sozinho.

Voz

Andando de rua em rua,
Em constante desalinho,
Não sei que cabeça a tua
Deixando-me aqui sozinho.

Sabes bem quanto te quero,
E andas neste remoinho
Quando ansioso espero
Em vã e sempre sozinho.

Estribilho

Volta enquanto o peito arde,
Vem formar o nosso ninho,
Ou então pode ser tarde
E não me encontrares sozinho!…



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A Pátria…

A Pátria que a gente tem
É uma joia querida,
Uma Mãe que cremos bem,
Amando-a por toda a vida.

Pátria, palavra tão boa
Que tanto herói já honrou,
Sítio onde nasce a pessoa,
Berço onde ela se embalou.

É a Pátria minha Mãe,
Mãe, mas não uma vez só,
É da minha Mãe também,
Herança da minha Avó.

Para quem é imigrante,
É uma Mãe qu’ele adora,
Que mesmo estando distante,
Ao recordar ele chora!

Nossa bandeira das quinas,
Num verde e rubro misto,
Com seus Castelos das Colinas,
E as cinco chagas de Cristo.

Tudo que estou mencionando,
Com meu orgulho e firmeza,
Tão distante e sempre amando,
É a Pátria Portuguesa!…


Este Amor, de qualquer modo,
Por lá nascer, na verdade,
Mas, Pátria é o mundo todo,
De toda a humanidade!

Há uma Pátria nos Céus,
A mais linda, a mais bela,
Mas esta, só Deus o sabe
Quem vai ter direito a ela!

Pátria que não é só minha,
Porque ela pertence a tantos,
Ao plebeu, rei e rainha,
Heróis, poetas e santos!…

A doença…

A doença, esta molesta
É um demónio tão rude
Que nos atormenta, enfesta,
E nos estraga a saúde.

É um incómodo físico,
Que nos pode transformar
Num canceroso, num tísico,
Ou num mal de nos matar!

Todas as doenças são,
Para quem sofre o azar,
A grande inquietação,
Um dispêndio, um penar.


A doença é sofrimento,
Precisa de muita ajuda,
Mas, há quem finja o tormento
Sofrendo de ronha agudas!

Há as doenças precárias,
Que nos enchem de tristeza,
Também as imaginárias
E as doenças de grandeza!…

Não tentes mais…


Voz

Recebi a tua carta
Rasguei-a, porque estou farta
Do teu mau comportamento.
Nem que de ouro tu fosses
Se tuas palavras doces
Me altera o pensamento!

Eras sim o meu amor,
Mas recebi tanta dor
Desta boca que só mente.
Cabeça dum tresloucado,
Sem ter futuro ou passado,
P’ra ti só conta o presente!

Estribilho

Não tentes mais
De novo me convencer,
Nunca irei esquecer
Quantos dias a chorar.
Tu és dos tais
Que conquista um coração,
Depois de o ter na mão,
Deprime-o até sangrar!

Voz

Creio que te lembras bem,
Pouco tempo ainda tem
Que por ti fui renegada.
Calúnias me levantaste,
Tanto que me despresaste
E agora chamas-me amada!

De tanto e tanto amor
Ficou o ódio e a dor
Dos erros que cometeste.
Podes dizer que me adoras,
Mas lembrarei sempre as horas
Que de mim escarneceste!

Estribilho

Não tentes mais
De novo me convencer,
Nunca irei esquecer…
Etc… etc…



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