Bio (Português)

Nasci em Portugal, mais precisamente nos Açores, na Ilha de S. Miguel, no dia 18 de Maio de 1923, no Freguesia de S. Pedro de Ponta Delgada, na Rua Moinho do Vento No. 49, e para completar, num quarto à esquerda, logo à entrada da casa, às 5 horas da manhã.

Se bem que a minha família, conhecida como os Silva da Calheta, fosse de certa abastança, eu não conheci nem vivi dentro da mesma, pois que de bem novo, entrei na aprendizagem como enfermeiro, barbeiro e cabeleireiro, artes que me deram alguns conhecimentos com pessoas que me conseguiram um trabalho na Escola Industrial e Comercial Velho Cabral. Aproveitando os meus conhecimentos, deram-me um trabalho de contínuo e enfermeiro na escola.

Frequentei a Escola Primária, ao tempo ainda paga, tendo sido minha professora a competentíssima senhora Dona Maria das Mercedes Paiva. As escola ficava no fim da freguesia, entre S. Roque e S. Pedro, num local chamado Pranchinha.

A esta inteligente senhora devo toas as bases dos meus magros conhecimentos.

Como sempre tive gosto pelo estudo, tentando sempre aumentar os meus conhecimentos, ora lendo, ou no Teatro, procurando compreender o que esta grande escola nos ensina. Matriculei-me no Curso Comercial Nocturno da escola onde trabalhava, mas, algum tempo depois, tendo, a meu pedido, sido transferido para a Alfândega de Ponta Delgada e como a trabalho exigia serviço nocturno, tive de desistir do curso, sem o completar.

Bem novo, entrei para o teatro amador e, como desde criança gostava de versejar, fui experimentando escrever pequenos números individuais de teatro, comédias, quadros de revistas e, por fim, três revistas completas, “Águas Passadas”, “Coisas do Arco da Velha” e “Ou Vai ou Racha” duas delas suas letras e suas músicas ainda se cantam.

O meu pseudónimo, “Zé da Chica” advém duma destas revistas, “ÁGUAS PASSADAS”, cujo chefe de quadro possuía tal nome.

Habituado à crítica e ao humor revisteiro, todas as minhas poesias são sempre acompanhadas de crítica, moral, amor e, sempre que possível, o tal humor com que gracejando consigo expor no papel a dor que me vai no peito.

 

 

5 pensamentos em “Bio (Português)

  1. Senhor António Silva

    Muito gosto em revê-lo, ainda que só em fotografia. Ela ecoa alguns dos traços da imagem visual que tinha de si, ainda que muito esbatida. Pelo que vejo está muito bem. Excelente idéia, esta do seu sobrinho, de colocar os seus trabalhos neste suporte. Vou acompanhar com todo o interesse aquilo que for aparecendo aqui.

    Um grande abraço

    José Maria Matias

  2. Sempre gostei de ler os seus versos. Espero que muito mais pessoas tenham o prazer e oportunidade de conhecer e admirar o seu trabalho extenso.

  3. Quero simplesmente expressar a grande admiracao que tenho por si, seu talento e generosidade ao longo dos anos. Um abraco amigo.

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