Soneto para todas as Mães!…

Soneto

Para todas as Mães!…

O indesejado!…

Eu, não sou nada, não sou ninguém,
Sou a matéria que alguém formou,
Um desgosto profundo de quem pecou
Que me renegou, mas hoje quer-me bem!

Sou uma encomenda que o mundo tem,
Por um devaneio de alguém que errou.
Algo que não queriam, eis o que eu sou,
Indesejado, mas já tenho Mãe!

Hoje, eu amo o mundo, sou tão feliz.
Quem não me queria, até já diz
Que sou o seu Anjo salvador!

Mãe, rainha do amor que tanto adora,
Em loucura ou devaneio, não ponhas fora
O que bem cedo será teu grande Amor!…

Aos sábios cientistas!

Soneto…

Aos sábios cientistas!

Muito tem feito já a ciência,
Sempre indo buscar de Deus a essência!…


Ó mundo de sábios, das ciências,
Que se fingem deuses de fachada,
Criem vocês a vida do nada,
Sem ir buscar de Deus a essência.

Que moldem de barro um ser qualquer,
Emitem vocês as Mãos Divinas,
Sopram-lhes depois suas narinas
E façam este Ser a vida ter!

De novo ouvirão Santo Agostinho,
Responder ao sábio revoltado:
-O teu juízo está fraco, veraneia,

Será mais fácil ver tu sozinho,
Por o Oceano todo mudado,
Dentro duma cova nesta areia!…

O viúvo…

Soneto…

Na passagem do aniversário
da morte de minha esposa!…

Para ti querida…

O viúvo…

Partiste sim… calada, indiferente,
Inerte, sem impores a tua vontade,
Partiste sim… mas, não estais ausente,
Tu vives presente na minha saudade.

Passam os tempos e o coração sente
Um vazio que me rouba a liberdade.
Em tudo quanto olho, tu estais presente,
Tudo o que faço, tem tua vontade!

Sinto os teus lábios me acariciando,
Que, mesmo ausente me estão beijando
E me acompanham de alma cheia.

Vou alimentando a minha saudade,
Que, mesmo sabendo não ser verdade,
Também te beijo na minha ideia!…